As “drogas” do Amazonas

A integração da região Amazônica à colonização portuguesa no Brasil realizou-se durante a União Ibérica (anexação de Portugal à Espanha, de 1580 a 1640), período em que o Tratado de Tordesilhas era letra morta. Franceses, ingleses e holandeses subiam o rio Amazonas em direção às minas de ouro peruanas. Logo após a restauração portuguesa (separação de Portugal em relação à Espanha), os lusitanos organizaram expedições para dominar o Amazonas – instalando feitorias ao longo do rio.

Dois objetivos completavam-se na penetração amazônica pelos portugueses: militar e econômico. Defendendo o rio Amazonas, tropas sulistas expulsaram franceses, holandeses e ingleses, ao mesmo tempo que exploravam as drogas do sertão – cravo , canela, castanha-do-pará, fumo, salsaparrilha (tempero), essências de perfume, urucum (planta utilizada pelos indígenas para pintar o corpo e também para tempero) e guaraná -, vendidas a altos preços nos mercados europeus.

Com a ocupação da Amazônia, ultrapassava-se a “linha” norte de Tordesilhas, os bandeirantes iriam anulá-la ao sul.

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