EXPULSÃO E CRISE

A fase de expulsão dos holandeses iniciou-se com a saída de Nassau do Brasil. Uma junta de três holandeses substituiu-o na administração da colônia. A junta seguiu as orientações recusadas por Nassau. O resultado deste procedimento foi a reação imediata dos colonos, organizando resistência armada e conseguindo a expulsão dos holandeses. Em 1654, a Holanda aceitou a perda da guerra, assinando a rendição da Campina da Taborda

Mais tarde, em 1661, os holandeses assinaram o acordo da Paz de Haia, reconhecendo o domínio português sobre o Nordeste brasileiro e a região africana de Angola. Em troca, os portugueses aceitaram a dominação holandesa em suas possessões do Oriente e pagaram uma indenização de quatro milhões de cruzados (moeda portuguesa) à Holanda.

A Inglaterra, que já se impunha como nova potência marítima, serviu de intermediária nos acordos entre flamengos e lusitanos. Com isso, passou a influenciar Portugal, com quem estabeleceu uma aliança econômica e política. Através dessa aliança, a Inglaterra torna-se o principal fornecedor de manufaturas inglesas às colônias portuguesas. Quebra-se o domínio comercial holandês e os britânicos substituem os flamengos enquanto grande potência pré-capitalista.

Em troca do apoio de Portugal, a Inglaterra ficou com os domínios portugueses de Tânger (África) e Bombaim (Ásia), e a permissão para o trânsito de mercadores ingleses no comércio português da Índia. Por esse acordo, que culmina com o casamento entre a princesa Catarina (portuguesa) e o rei Carlos II (inglês), Portugal recebeu da Grã-Bretanha dois milhões de cruzados, suficientes para quitar metade da indenização prometida à Holanda. Pela outra metade, os portugueses tiveram de pagar juros em libra aos britânicos.

A partir do século XVII, após a expulsão dos holandeses, o Brasil tornou-se a mais importante colônia portuguesa. Isso porque a Coroa lusitana perdera pontos comerciais importantes nos acordos com a Holanda e a Inglaterra, tendo que voltar-se integralmente à exploração econômica na colônia brasileira.

A partir da segunda metade do século XVII, os holandeses levaram a tecnologia da produção de açúcar, aprendida no Brasil, para seus domínios nas Antilhas (ilhas do Caribe), na América Central e na Guiana Holandesa (fronteira com o Amazonas). O açúcar brasileiro passou a ter como concorrente o açúcar flamengo, mais barato, porque os holandeses não dependiam de capital estrangeiro, o que ocorria com Portugal em relação ao capital inglês.

Além disso, os preços do açúcar sofreram uma queda no continente europeu, provocada pela diminuição da atividade das minas de ouro e prata na América espanhola. Como resultado, faltavam moedas no mercado, o que levou ao declínio da produção açucareira do brasil.

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