Negro: caçado como animal para o trabalho escravo

A mão-de-obra escrava constituiu outro fator de lucratividade para a burguesia mercantil metropolitana. O negro africano era vendido como mercadoria e as classes burguesas traficantes obtiveram com ele altos rendimentos.

Como o objetivo da colonização não era favorecer o desenvolvimento de um mercado interno, o uso da mão-de-obra escrava cumpria a finalidade mercantilista: produzir para o mercado externo, em benefício da metrópole.

O negro ou era caçado como animal pelos comerciantes portugueses com o uso da violência ou trocado com os chefes das tribos por produtos de pouco valor, como fumo, armas de fogo etc.

Nos porões dos navios negreiros (os chamados tumbeiros) a viagem era difícil, havia pouca comida (em geral, banana e água). Eram comuns as epidemias, que chegavam a matar metade dos prisioneiros.

A vida dos negros nas colônias era ainda mais cruel que as viagens. Submetidos, em média, a catorze horas de trabalho diário, poucos sobreviviam mais que cinco a doze anos. Plantio da cana, colheita, moagem eram as atividades cotidianas.  

Os negros são as mãos e os pés dos senhores de engenho.” Essa frase do Jesuíta Antonil – que escreveu sobre as condições sociais, econômicas e políticas do período colonial – expressa a dependência total que os proprietários dos engenhos tinham em relação aos escravos africanos.

Pensamento do dia:

Porque reclamar dos nossos políticos se eles só são o reflexo exato do que nós somos? … Se você não muda, nada muda!

Vinycius Maia

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