Colonização: Serve a quem?

Ouro e comércio na riqueza da Europa

No século XVI, a Europa passava por grandes transformações. A atividade mercantil crescia, forçando os reis a organizarem os Estados Nacionais, através de princípios econômicos que aumentassem suas arrecadações financeiras. Esses princípios eram:

  1. a maior quantidade possível de ouro e prata constituiria a base da riqueza de um país;
  2. o aumento da exportação de mercadorias permitiria acúmulo dos metais preciosos, ou seja, levaria a uma balança comercial favorável;
  3. o protecionismo aos produtos nacionais deveria impedir a entrada de mercadorias iguais ou semelhantes àquelas que o país possuísse;
  4. a transformação das matérias-primas em manufaturas estimularia o industrialismo;
  5. o estabelecimento de colônias para a produção de matérias-primas baratas e a exploração de ouro e prata ajudariam a suprir as necessidades das metrópoles;
  6. o Pacto Colonial (as colônias só podiam comerciar com sua metrópole) e a criação de Companhias de Comércio garantiam o monopólio comercial do sistema colonial. A prática desses princípios ficou conhecida com política mercantilista ou mercantilismo.

A burguesia comercial era economicamente responsável pelas transações mercantis, cujos lucros fortaleceram o poder dos Estados Nacionais. O lema do mercantilismo poderia ser: ouro, poder e glória, ou seja, riqueza, domínio e prestígio.

O sistema de governo baseado economicamente no mercantilismo era o Estado Absolutista – o rei, apoiado pela burguesia comercial, centralizava o poder.

O comércio monopolista (exclusivista) promovido pelo rei e burguesia exigia que estes controlassem suas mercadorias não só em suas nações como também em outras. Essa prática gerou guerras na disputa de territórios comerciais entre os países europeus.

A conquista de colônias tornava-se essencial para o equilíbrio econômico-financeiro das nações européias, pois as colônias poderiam produzir as matérias-primas inexistentes nas metrópoles. Além disso, os territórios colonizados consumiriam as manufaturas produzidas nas metrópoles.

Pensamento do dia

“Acabo de descobrir o que todo mundo já sabia: há dois tipos de políticos no Brasil: O político de antes e o de depois das eleições. Votei num elegi o outro!”

M.M.Soriano

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