O objetivo das cruzadas

A solução foi conquistar novas regiões fora da Europa. Igreja e senhores feudais organizavam expedições cristãs ao Oriente Médio – as Cruzadas – sob o pretexto de conquistar a Terra Santa (lugar onde Cristo teria nascido e vivido), que caíra sob o controle dos turcos seldjúcidas, seguidores radicais da religião muçulmana.

Até o século XI, o mar Mediterrâneo foi controlado por árabes e bizantinos. Os árabes compreendiam vários povos que ocupavam a Arábia, uma região do Oriente Médio, predominantemente desértica, com poucas terras férteis. A principal atividade econômica desses povos era o comércio, controlado pelas elites dirigentes das cidades. As contínuas lutas internas prejudicavam em demasia o comércio. Será apenas no século VII, com Maomé, fundador de uma nova religião, o ISLAMISMO, que ocorrerá a unificação dos povos dispersos nos desertos e nas cidades árabes.

A expansão do ISLAMISMO pelas armas fez com que os árabes ampliassem seu domínio comercial sobre o Mediterrâneo, onde, segundo afirmava um historiador muçulmano, “os cristãos não conseguem fazer flutuar sequer uma tábua“. Essa observação dá a exata medida da força muçulmana naquela região até o início das Cruzadas. Os árabes conquistaram todo o Império Persa, o Mediterrâneo, o Norte da África e a Península Ibérica.

O Império Bizantino era o outro objetivo dos movimentos CRUZADISTAS. A origem de BIZÂNCIO remonta a fins do século IV, quando ocorreu a divisão do Império Romano: o Oriental,  com a capital em Constantinopla (antiga Bizâncio), e o Ocidental, que logo chegaria ao fim. Bizâncio se transformou no centro de um poderoso Estado; suas origens romanas foram gradativamente abandonadas, vindo a predominar a cultura grega e asiática.Economicamente, o Império se baseava nas atividades urbanas, como comércio e manufaturas.

Constantinopla era a intermediária dos produtos comerciais entre o Oriente e o Ocidente. Através de embarcações bizantinas, produtos como especiarias (cravo e canela), perfumes, açúcar, madeiras, pedras preciosas e ouro, vindos da Ásia pelo Mar Negro, chegavam ao Mediterrâneo e eram redistribuídos para a Europa Ocidental pelas cidades italianas, especialmente Veneza.

Tanto o Papa quanto o Patriarca (chefe da Igreja bizantina) desejavam controlar a arrecadação financeira do comércio nas regiões italianas. Essa disputa, entre outros fatores, levou à ruptura, em 1054, entre Roma (capital do cristianismo ocidental), que recebeu o nome de Cisma (separação) do Oriente, dando origem a duas igrejas: a Católica Apostólica Ortodoxa e a Católica Apostólica Romana.

Pensamento político do dia: 

Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação.

Henry Kissinger

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