Mentalidade feudal: senhor de terras. Senhor Deus

Bibliografia: Clarence José de Matos e César A. Nunes

Na Idade Média, o pensamento cristão, baseado na crença em um só Deus, senhor de todo universo, orientava a vida humana. No entanto, para melhor conhecer os desejos de Deus, era necessária a mediação da Igreja Católica como intérprete “única e verdadeira“das vontades divinas, pois “só a igreja salvaria“.

A Igreja, considerada como a representante dos ensinamentos de Cristo – com poderes de expulsar demônios, curar doenças, e encarregada de espalhar a doutrina da salvação -, dirigia o comportamento humano. Na visão da Igreja medieval, o excedente daquilo que se produzia para a própria subsistência deveria ser “distribuído”. E, embora condenasse a usura e a especulação, durante o período feudal foi dona de dois terços das terras européias.

A religiosidade norteava todas as atitudes dos homens daquela época. Assim, por exemplo, quando o servo entregava sua produção a seu senhor, estava doando seu esforço ao Senhor Deus; quando o senhor feudal doava terras ao Papa e à Igreja, também o fazia ao Senhor Deus. E ambos seriam recompensados por isso. Essa ligação dos homens com o poder divino, por intermédio da Igreja, caracterizou o TEOCENTRISMO, traço marcante do feudalismo.

As lutas entre povos cristãos e povos bárbaros (predominantemente germânicos) começaram no início da era cristã e só diminuíram por volta dos séculos IX e X (801 a 900). Durante esse período, iniciou-se uma interação econômica, política, social e cultural entre os dois povos, com o predomínio do cristianismo sobre os cultos bárbaros.

O resultado dessa aproximação foi um aumento populacional que acabou por gerar a escassez de alimentos. A produção agrícola insuficiente levou ao desenvolvimento de um pequeno comércio de trocas entre os feudos. Mas isso não foi o bastante para suprir a população européia. As lutas entre servos e senhores tornaram-se, assim, constantes. Os servos reivindicavam aumento das terras para suas necessidades. Os senhores exigiam mais produção.

Como resolver os problemas que causaram a falta de alimentos? Como evitar a crise social, isto é, as revoltas servis provocadas pela precariedade da economia? Como impedir o enfraquecimento político dos senhores feudais e da própria Igreja, que também tinha servos nas suas terras?

Pensamento político do dia 

 

“Não existem grandes conquistadores que não sejam grandes políticos. Um conquistador é um homem cuja cabeça se serve, com feliz habilidade, do braço de outrem”.

 

Voltaire

 

Mais uma vez, obrigado pela visita.

Adilson Viana


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